quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sua empresa se comunica bem?


Já dizem os grandes publicitários e profissionais da comunicação. “Todo mundo come ovo de galinha porque a galinha quando bota berra. Já a pata, que tem um ovo muito maior, bota e fica quieta, por isso não chama a atenção de ninguém”. Destaco este ditado popular pra fazer uma pequena analogia a postura com que as empresas aparecem no mercado hoje. Muitas vezes a empresa é boa, tem potencial, é bem gerenciada, tem mercado para atuar, um bom produto ou serviço, mas acaba não emplacando porque esquece que precisa aparecer e ser notada.

A maneira com que uma empresa dialoga com seu mercado consumidor é fundamental e extremamente importante para o seu sucesso. Dialogar de maneira inteligente é um diferencial competitivo. Ficar omisso a ‘síndrome da pata’ pode atrapalhar qualquer negócio. Mas, como cuidar da imagem de uma empresa? Quando se fala sobre este assunto, muitas vezes o empresário ou comerciante pensa que precisará gastar rios de dinheiro com um anúncio no jornal ou um comercial na televisão. As mídias tradicionais são importantes, mas as vezes não se enquadram na realidade de uma empresa e nem precisam ser cogitadas. Por exemplo, porque a doceria do ‘Seo Joaquim’ precisa ir pra televisão? Não é relevante, não tem público pra isso. Porém, ele pode explorar outros meios que trarão um ótimo retorno.

O que me chama muito a atenção é que muitas pequenas empresas hoje sequer possuem um site na internet. Me refiro a comércios populares, micro empresas. E a explicação para isso é o custo. Sou cético em dizer, o que precisa mudar é a mentalidade das pessoas, foi-se o tempo que a comunicação era vista como gasto. Comunicação é investimento, se bem aplicado trará muitos retornos, pode ter certeza!

Uma comunicação bem feita é ter uma identidade visual bem definida, uma logomarca que você possa fixar na cabeça das pessoas. É ter uma boa fachada. Sim, ter uma boa fachada é fundamental, é o cartão de visitas da empresa. Não devemos acreditar naquele papo de Vó de que o importante é o interior. Comunicação é o atendimento ao cliente, é ter um material institucional do seu produto pra entregar para as pessoas. Comunicação é ter um cartão de visitas e entregá-lo sempre, mesmo que você esteja na sala de espera do consultório do dentista. Comunicação é ter um site, um blog porque não? talvez um twitter. Fazer comunicação é pensar que o seu cliente faz aniversário e pode adorar receber um cartão. Comunicação é oferecer um brinde, é pensar em reter clientes e também em atrair novos e aí se encaixam as promoções, que ao contrário do que muitos pensam, não é necessário gastar muito para ter um bom resultado. Se você pode gastar, ótimo, o resultado será excelente, mas se não pode, basta ter criatividade.

E importante deixar claro que é necessário um bom assessoramento para que um bom trabalho de comunicação/marketing seja feito. Mesmo muita gente achando que de comunicação qualquer um entende, as coisas não são bem assim e o tiro pode sair pela culatra. Uma comunicação mal feita pode levar a sérias conseqüências e danos a imagem de uma instituição.

Para provar que não precisa ser uma multinacional pra investir de maneira acertada em comunicação, vou citar uma empresa de revenda de gás de Piracicaba, chamada Dé do Gás. É importante eu dizer que não tenho nenhum relacionamento com eles, nem os conheço e muito menos tenho algum interesse em divulgá-los comercialmente, mas acho fantástico o trabalho que eles fazem sob o aspecto de comunicação. A empresa tem uma identidade visual bem definida, uma mascote, um site excelente, com informações muito bem distribuídas, toda uma frota de carros personalizada, um jingle, sem contar que realizam promoções sensacionais voltadas a donas de casa.

Acesse: (www.dedogas.com.br) Vale a pena! Veja como é possível aparecer bem e sair da caixa!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mídias Sociais: o terror do assessor de imprensa!

Vi hoje o vídeo que está circulando na internet com os jogadores do Santos, em que eles - em clima de brincadeira - abriram um chat após o último jogo do time para dialogarem com os torcedores. Como em qualquer mídia social, os internautas falaram o que quiseram; o problema é que os jogadores do Santos não estavam preparados para estarem ali, administrando isso e falaram um monte de bobagem, rebateram críticas e ofenderam torcedores.
Eu, particularmente, acho que não foi nada tão grave, como boa parte da imprensa tem noticiado, mas foi uma situação delicada e que deve ter deixado o assessor de imprensa e toda a diretoria do Santos bastante irritados.

O que é fato é que as mídias sociais estão por aí, são uma tendência e sim devem ser exploradas por famosos e anônimos, não dá pra fugir. Hoje, qualquer pessoa tem um perfil no Orkut, Facebook, Twitter, entre outros. O Twitter, por exemplo, é uma ferramenta que aproxima famosos de anônimos. O problema é que se a pessoa é pública, ou representa alguma instituição, o risco da exposição é ainda maior.

Não sou expert no assunto, mas no caso de famosos, estar exposto a mídias sociais requer uma grande cautela para que aquilo que é dito, não se volte contra a imagem da pessoa. Os jogadores do Santos, por exemplo, grande parte deles possui perfil no Twitter. Mas, será que a assessoria de imprensa do clube tem controle sobre tudo que é dito? O trabalho do assessor de imprensa hoje é ainda maior devido a dimensão das ferramentas de web. Hoje, todo o cuidado com a imagem é pouco! Algo errado que porventura cair na rede, é como jogar um travesseiro de pena de cima de um prédio, você até pode recolher boa parte das penas, mas nunca vai conseguir recolher tudo.

Eu, por exemplo, já vi vários famosos falando muita porcaria no twitter, de jogador de futebol a apresentador de TV e, inclusive vi depois algumas pessoas tentarem se redimirem dos ‘exageros’ de um post mal colocado.

Os jogadores do Santos erraram. Eles não tiveram a dimensão da grandeza do clube e também do que eles representam para a instituição. Eles não tiveram inteligência psicológica para agüentar as gozações de torcedores (o que realmente não é fácil) e acabaram prejudicando a imagem do clube.

Porém, acho que o susto não foi em vão. Li já em algum lugar que o Santos está preparando uma cartilha adicional focada em web pra instruir os jogadores sobre como se comportarem. Acho que já é algo válido!

Abaixo o vídeo na integra! Tire sua própria conclusão!


Ideia que arrebenta com a caixa!



Acabei de ver na internet este case do MC Donald’s, realizado em Zurique na Suíça. A batata frita reproduz a faixa de pedestre em uma rua movimentada da cidade! Este tipo de estratégia de comunicação de marca é chamada de comunicação de guerrilha. Eu particularmente surto quando vejo algo deste tipo! Muito bom!

Esta é uma forma de o consumidor interagir com a marca e percebê-la de uma forma inusitada! E depois há quem diga que investir em marca não vale a pena! Imaginem quantas pessoas só de passar em cima da linha de pedestres não sentiram vontade de passar no Mc Donald’s mais próximo? Hein? Até os Beatles, no célebre álbum do Abbey Road ficariam com vontade!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Melancia na cabeça?


Um dos grandes objetivos deste blog foi comentar grandes ideias que realmente saem da caixa. Por conta disso, não dá pra deixar de comentar a grande sacada da agência de publicidade russa, Good, que resolveu inovar e criou uma linha de capacetes um pouco diferente e ousada, isso, pra não dizer criativa!

Batizada de "Experiência genética em capacetes de moto", os modelos trazem diversos designs curiosos, como um cérebro humano, uma raquete de tênis, uma melancia, uma bunda, entre outros. Agora dá até pra dizer para aquele seu amigo que gosta de aparecer pra ele pendurar uma melancia na cabeça. Literalmente!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Quanto vale uma marca – Parte II





Há algum tempo eu postei um artigo neste blog comentando sobre o valor de uma marca e a importância de se zelar pelo que eu considero o valor maior de uma instituição. Hoje, comentarei sobre o Flamengo e o caso ‘Bruno’. O que me chama muito a atenção nisso tudo, é que o Flamengo, mesmo não tendo nada a ver com a situação de maneira direta, é citado em todos os momentos. Isso, é claro, devido a grandeza do clube. Agora a pergunta, o Flamengo tem culpa nisso? Eu, modestamente, entendo que parcialmente sim, pois não é de hoje que seus jogadores aprontam e prejudicam a imagem da instituição.

A imagem de um clube, assim como a de uma empresa, é algo muito importante e deve ser preservada, sempre. Um time de futebol, por exemplo, lida com a paixão e emoção das pessoas, o que também é um ponto de atenção. Aposto que ninguém da diretoria do Flamengo ou dos patrocinadores gostou de ver - há alguns meses – o Vagner Love em meio a fuzis nos morros cariocas, ou o Adriano suspeito de fornecer ‘brindes’ a traficantes. E olha que eu sou cético em dizer que todo mundo tem direito a ter amigo, independente se ele é bom ou ruim. O problema é o cuidado com a imagem. Jogador de futebol é ídolo de criança no Brasil, mas traficante também é.
Uma marca como a Olympikus, por exemplo, quando se associa a um clube de futebol espera criar associações alegres, otimistas e vencedoras; um crime, com certeza, joga tudo isso por água abaixo. Fazendo uma analogia irônica (pra não dizer ridícula), é como levar a sua filha pra fazer piquenique dentro do presídio. É uma associação que não combina.

Do ponto de vista de gestão de crise o Flamengo até que agiu rápido afastando o goleiro. Zico, também foi convocado para minimizar o problema e fez o seu papel, inclusive dizendo que sim, o clube tem certa culpa em todo este processo. A presidente do clube, Patrícia Amorim, mandou o atleta embora por justa, cogita processá-lo por danos à imagem do clube e ainda incluirá uma cláusula no contrato de todos os jogadores do Flamengo com uma multa em caso de prejuízo a imagem do clube. Decisão que eu entendo como acertadíssima!

Algo que pode contribuir e muito com os times de futebol no Brasil - é o estabelecimento de conceitos organizacionais como Missão, Visão e Valores, algo usual no mundo corporativo. Estes elementos, desde que bem alicerçados, ajudarão a guiar o clube no processo de contratação de atletas e guiarão os cartolas no sentido de avaliar se uma conduta extra campo foge a cartilha de valores da instituição. No mínimo isto é algo para se pensar.

sábado, 10 de julho de 2010

Chico Xavier ou “Ai que vergonha”?

Você gostou da logomarca da Copa do Mundo 2014? Eu não gostei! E não só pelo fato de a logomarca ser esteticamente muito feia, mas também por todo o processo de branding, que não considero ter sido muito bem conduzido. Alias, está correndo na internet que a logo já recebeu o apelido de Chico Xavier, por trazer a lembrança da mão do médium no momento em que ele psicografava. Outras brincadeiras – que sim devem ser consideradas pelos organizadores do evento – é que a logo lembra alguém com a mão na cara dizendo: “Aí que vergonha” ou “Putz, ferrou” e também que é uma alusão a taça Julies Rimet, que 'meteram a mão' no Brasil. Só espero que esta não seja a impressão que nós deixaremos ao final da Copa, nem pelo futebol apresentado e nem pela organização.
A criação, é claro, não pertence a publicitários brasileiros, que por sinal são extremamente consagrados internacionalmente, mas sim do estúdio francês Richard A. Buchel, que já trabalha com a UEFA. Discussões de design a parte, é mais uma demonstração da mania nacional de preferir criações gringas. Para se ter uma ideia, a primeira versão da logo saiu com Brasil escrito com ‘z’. Não dá, né? A Copa é em casa!
Entre os responsáveis pela escolha: Ricardo Teixeira, Ivete Sangalo, o secretário geral da FIFA, Jerome Valcke, Gisele Bundenchen, Hans Donner e Paulo Coelho. Li no blog ‘Perolas para porcos’ a seguinte conclusão, que por sinal achei muito boa e vou reproduzir: “Incrível que Niemayer tenha sido convidado para aprovar uma logo com curvas tão malfeitas, incrível que Gisele tenha sido convidada para aprovar uma logo sem um pingo de charme, incrível que Hans Donner tenha sido convidado para aprovar uma logo sem degradê, incrível que Paulo Coelho tenha sido convidado para aprovar uma logo sem nenhum conceito por trás e incrível que Ivete Sangalo tenha sido convidada pra aprovar uma logo qualquer”.

E você, o que achou?

sábado, 3 de julho de 2010

Complexo de vira latas de novo, não!



O dramaturgo Nelson Rodrigues já dizia: por 'complexo de vira-lata' entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo’. A frase representa o sentimento nacional que foi criado em nosso país após a derrota do Brasil para o Uruguai na final da Copa de 50, noite conhecida até hoje como ‘Maracanaço’. Sim, os brasileiros (como sempre otimistas com futebol) acharam que já estava tudo ganho que não precisava nem entrar em campo naquela final. O resultado todo mundo já sabe! Derrota naquela que foi a mais sofrida derrocada brasileira em Copas.
Mas, por que eu estou falando nisso agora? Porque este sentimento de complexo de vira latas nunca acabou. Ele vai e volta de acordo com o desempenho do Brasil na Copa. Se ganhamos somos os melhores do mundo (muitas vezes ainda contestados como em 1994), mas se perdemos somos os piores, os fracassados, um verdadeiro fiasco. Eu – assim como o saudoso Nelson Rodrigues – acredito na seleção e vou acreditar sempre. Eu tenho ainda mais razão que o próprio Nelson para isso, pois estamos em outra época. Eu, com 25 anos, já vi a seleção ser campeã do mundo duas vezes. Ele, na época dele – ao lado apenas do seu irmão Mário Filho - eram os únicos da imprensa esportiva da época a acreditar na seleção e lutar contra o que ele chamava de ‘ufanismo invertido’. Era uma época ainda mais difícil e o descrédito era absoluto, isso, é claro, até a Copa de 1958, ano do primeiro título mundial do Brasil.
Ontem nos perdemos mais uma Copa. Saímos nas quartas de final diante da Holanda, que sim tem um bom time. Fizemos uma boa Copa? Não como se esperava, mas foi uma participação honrosa. Eu fiquei triste, é claro, mas não podemos esquecer de tradicionais times como França, Itália e Inglaterra que caíram antes das quartas, o que prova que o campeonato é difícil e o Brasil não é obrigado a ganhar todas as vezes, como muita gente pensa. Não podemos nos esquecer que recentemente chegamos em três finais seguidas (94, 98 e 2002) e ganhamos duas. Que outra seleção fez isso?
Para finalizar, relembro que o Brasil é o único time pentacampeão do mundo, o único a participar de todas as Copas; temos o artilheiro dos mundiais e uma respeitosa e consagrada participação neste eventos. Somos e sempre seremos respeitados pelo futebol que praticamos e não devemos – a cada derrota – resgatar o fantasma do complexo de vira latas.

Bola pra frente, 2014 está aí!